Aranha vitima de injuria racial durante uma partida de futebol.
'Ás vezes a gente deixa passar, finge que não houve, mas por dentro dói ', diz Aranha. Goleiro do Santos desabafa sobre as ofensas sofridas.
Vítima de injuria racial durante uma partida de futebol por uma torcedora do Grêmio Futebol Clube, o goleiro do Santos Aranha fala sobre as ofensas de racismo ao Fantástico. Ele fala. ' Eu tenho dó dela' diz goleiro Aranha sobre jovem que o ofendeu em jogo. Aos 33 anos de idade, com 15 anos de futebol profissional, ele se sentiu acuado com medo, no estádio. O goleiro Aranha, do Santos, foi ofendido por um grupo de torcedores do Grêmio que já foram identificado cinco deles. Patrícia Moreira acabou se tornando um símbolo de uma imagem negativa ao preconceito racial. Partida que aconteceu na última quinta-feira 28/08/2014. Veja a entrevista feita no fantástico.
Aranha: Eles vinha na muretinha como se fosse saltar e vir para cima eu estava preparado.
Fantástico: Para quê?
Aranha: Pra o que der e viesse.
Fantástico: Você achou que eles iam te atacar?
Aranha: Sim por que não? A raiva que eles estavam, porque eles ficaram mais nervosos porque eles acharam que como a maioria faz, como eu mesmo já fiz várias vezes ali, até mesmo ano passado, a gente escuta e finge que não ouve.
Na quinta-feira Aranha não fingiu. " E ai quando eles começaram a emitir som de macaco, ai eu não tive dúvida, ai eu não aguentei. Ai eu felei: ' Ah, vou ter que estourar, é agora, não tem jeito ". Porque ás vezes a gente tem que dar uma de louco, como a gente fala, senão ninguém presta atenção, ninguém te escuta", conta o goleiro.
Fantástico: Você já tinha passado por essa situação?
Aranha: Centena e milhares de vezes. No futebol isso infelizmente é normal.
Aranha diz que o problema é de todos. " Sempre quando acontece de acontece briga no estádio, esse negócio de racismo, de vandalismo, ai a gente costuma dizer, os clubes e todo mundo costuma dizer, ' não são torcedores, é a minoria '. Mas a minoria manda? Se tinha duas mil pessoas ali atrás e cinco estavam tomando essa atitude, por que as outras pessoas não cobraram delas uma postura melhor? ", questiona Aranha.
O clube será denunciado por ato discriminatório e responderá por inflação ao artigo 234-G do CBJD.
Outra punição cabível ao Grêmio é a multa de até R$100 mil reais. A probabilidade de o clube ser eliminado uniu os dirigentes, que estão tomando as medidas necessárias para evitar um punição pesada.
Fantástico: O que você achou dessa moça, quando você viu ela falando ' macaco ', e que aquela imagem bem fechada nela.
Aranha: Eu tenho dó dela. Com ser humano, e pelas consequências.
Patrícia perdeu o emprego e a casa dela foi apedrejada e ela deve depor nessa segunda-feira (1º) na polícia de Porto Alegre.
Aranha diz que aprendeu a enfrentar o preconceito ouvindo rap. " Eu tive a felicidade de aprender muito com o rap, porque esse pessoal, como sempre foi pessoal sofrido e acusado e agredido. É um pessoal bem informado sobre política, sobre religião, sobre a sua história, a história do seu país. Como na periferia a gente ouve muito isso, porque é aquilo que está na nossa realidade, eu cresci preparado para esse tipo de situação", diz Aranha goleiro do Santos Futebol Clube. Aranha cita um trecho de um discurso marcante de Martim Luther King o famoso ativista americano que foi assassinado em 1968 que lutou pela igualdade racial. " I have a Dream ", que ele fala que tem um sonho que todas as pessoas fossem julgadas não pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Diz Aranha.
Imagem do discurso de Martim Luther King
Essa entrevista foi concedida ontem para o Fantástico.
Aranha: Eles vinha na muretinha como se fosse saltar e vir para cima eu estava preparado.
Fantástico: Para quê?
Aranha: Pra o que der e viesse.
Fantástico: Você achou que eles iam te atacar?
Aranha: Sim por que não? A raiva que eles estavam, porque eles ficaram mais nervosos porque eles acharam que como a maioria faz, como eu mesmo já fiz várias vezes ali, até mesmo ano passado, a gente escuta e finge que não ouve.
Na quinta-feira Aranha não fingiu. " E ai quando eles começaram a emitir som de macaco, ai eu não tive dúvida, ai eu não aguentei. Ai eu felei: ' Ah, vou ter que estourar, é agora, não tem jeito ". Porque ás vezes a gente tem que dar uma de louco, como a gente fala, senão ninguém presta atenção, ninguém te escuta", conta o goleiro.
Fantástico: Você já tinha passado por essa situação?
Aranha: Centena e milhares de vezes. No futebol isso infelizmente é normal.
Aranha diz que o problema é de todos. " Sempre quando acontece de acontece briga no estádio, esse negócio de racismo, de vandalismo, ai a gente costuma dizer, os clubes e todo mundo costuma dizer, ' não são torcedores, é a minoria '. Mas a minoria manda? Se tinha duas mil pessoas ali atrás e cinco estavam tomando essa atitude, por que as outras pessoas não cobraram delas uma postura melhor? ", questiona Aranha.
O clube será denunciado por ato discriminatório e responderá por inflação ao artigo 234-G do CBJD.
Outra punição cabível ao Grêmio é a multa de até R$100 mil reais. A probabilidade de o clube ser eliminado uniu os dirigentes, que estão tomando as medidas necessárias para evitar um punição pesada.
Fantástico: O que você achou dessa moça, quando você viu ela falando ' macaco ', e que aquela imagem bem fechada nela.
Aranha: Eu tenho dó dela. Com ser humano, e pelas consequências.
Patrícia perdeu o emprego e a casa dela foi apedrejada e ela deve depor nessa segunda-feira (1º) na polícia de Porto Alegre.
Aranha diz que aprendeu a enfrentar o preconceito ouvindo rap. " Eu tive a felicidade de aprender muito com o rap, porque esse pessoal, como sempre foi pessoal sofrido e acusado e agredido. É um pessoal bem informado sobre política, sobre religião, sobre a sua história, a história do seu país. Como na periferia a gente ouve muito isso, porque é aquilo que está na nossa realidade, eu cresci preparado para esse tipo de situação", diz Aranha goleiro do Santos Futebol Clube. Aranha cita um trecho de um discurso marcante de Martim Luther King o famoso ativista americano que foi assassinado em 1968 que lutou pela igualdade racial. " I have a Dream ", que ele fala que tem um sonho que todas as pessoas fossem julgadas não pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Diz Aranha.
Imagem do discurso de Martim Luther King
Essa entrevista foi concedida ontem para o Fantástico.



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